Família

Regulamentação de visitas: como funciona quando não há acordo

Por Thais Beneton·

Regulamentação de visitas: como funciona quando não há acordo

Quando os pais não conseguem, por conta própria, definir os dias e horários de convivência com os filhos após a separação, é necessário buscar a regulamentação judicial de visitas — um processo específico que estabelece, de forma clara e vinculante, como funcionará o convívio de cada genitor com a criança.

O que é a ação de regulamentação de visitas

É o processo judicial através do qual o genitor que não detém a residência principal do filho busca a definição formal de seu direito de convivência, quando não há acordo espontâneo com o outro genitor sobre esses termos.

O que o juiz considera ao definir a regulamentação

  • A idade da criança e sua rotina escolar e de atividades extracurriculares;
  • A proximidade geográfica entre as residências dos pais;
  • Eventuais restrições específicas, como histórico de risco ou violência que justifiquem visitas assistidas;
  • O melhor interesse da criança, sempre o critério central de qualquer decisão dessa natureza.

Como costuma ser estruturada uma regulamentação padrão

Um modelo comum inclui fins de semana alternados (geralmente do início da noite de sexta-feira até o início da noite de domingo), um ou mais dias durante a semana, metade das férias escolares (dividida entre os dois genitores), e alternância de datas comemorativas como Natal, Ano Novo e aniversário da criança entre os pais a cada ano.

Visitas assistidas: quando são necessárias

Em situações específicas — como suspeita de risco à criança, uso abusivo de substâncias pelo genitor visitante, ou período de reaproximação após afastamento prolongado — o juiz pode determinar que as visitas ocorram de forma assistida, com supervisão de profissional ou familiar de confiança, até que as condições permitam a convivência sem essa restrição.

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O que fazer se o outro genitor não respeita a regulamentação já definida

Se, após a definição judicial, um dos genitores sistematicamente descumpre os horários e condições estabelecidas — seja impedindo as visitas, seja atrasando ou modificando unilateralmente os termos — é possível buscar o cumprimento forçado da decisão, com medidas que podem incluir multa por descumprimento e, em casos mais graves, alteração da guarda.

A regulamentação pode ser revista ao longo do tempo

À medida que a criança cresce e suas necessidades e rotina mudam, é possível buscar a revisão da regulamentação de visitas já estabelecida, adaptando os termos à nova realidade — a decisão original não é permanentemente fixa e imutável.

Como evitar chegar a esse ponto de litígio

Sempre que possível, buscar a mediação familiar ou a negociação direta entre os pais, com auxílio dos respectivos advogados, tende a gerar acordos mais flexíveis e adaptáveis do que uma decisão judicial rígida — mas, quando o consenso simplesmente não é possível, a regulamentação judicial garante segurança jurídica ao direito de convivência.

A Advocacia Eko Beneton representa genitores em processos de regulamentação de visitas, buscando sempre o equilíbrio entre o direito de convivência e o bem-estar da criança envolvida.

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