Refinanciamento de veículo já quitado: cuidados com a nova garantia
Quem já quitou o financiamento do veículo às vezes recorre ao refinanciamento — colocar o carro já livre de ônus como garantia de um novo empréstimo, geralmente com taxas de juros mais baixas do que as de crédito pessoal sem garantia. Essa operação, embora vantajosa em muitos casos, exige atenção a pontos específicos.
Por que o refinanciamento costuma ter juros menores
Como o veículo volta a ser oferecido como garantia (nova alienação fiduciária), o risco para a instituição financeira diminui, permitindo taxas de juros mais competitivas do que as praticadas em modalidades sem garantia, como o crédito pessoal comum.
O que verificar antes de contratar
- Se a avaliação do veículo foi feita de forma transparente, e o valor de garantia condiz com o valor real de mercado do bem;
- Se as tarifas cobradas (cadastro, avaliação, registro do novo gravame) são individualmente justificadas e não configuram cobrança em duplicidade;
- Se o CET apresentado é realmente competitivo frente a outras modalidades de crédito com garantia disponíveis no mercado;
- Se o prazo do novo financiamento é compatível com a expectativa de vida útil do veículo, evitando situação em que a dívida ultrapasse o valor do bem ao longo do tempo.
O risco de perder o veículo por uma nova dívida
Ao refinanciar, o consumidor volta a colocar em risco um bem que já era totalmente seu — em caso de inadimplência do novo contrato, o veículo pode ser objeto de busca e apreensão, exatamente como em um financiamento de compra. É importante dimensionar bem a capacidade de pagamento antes de assumir essa nova garantia.
Cláusulas que merecem atenção redobrada
- Cláusulas de vencimento antecipado em caso de atraso de uma única parcela;
- Multas e encargos moratórios aplicáveis em caso de inadimplência;
- Condições para eventual quitação antecipada do novo contrato, incluindo o desconto proporcional de juros futuros já discutido anteriormente.
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Comparando propostas antes de decidir
Assim como em qualquer operação de crédito, vale comparar propostas de diferentes instituições antes de refinanciar, prestando atenção não apenas à taxa de juros anunciada, mas ao CET completo, que inclui todas as tarifas e seguros envolvidos na operação.
Quando o refinanciamento já apresenta irregularidades
Assim como em qualquer outro contrato de crédito com garantia veicular, o refinanciamento também pode ser objeto de ação revisional caso sejam identificadas cláusulas abusivas, tarifas indevidas ou CET desproporcional à taxa média de mercado para esse tipo específico de operação.
A Advocacia Eko Beneton orienta consumidores tanto na análise prévia de propostas de refinanciamento quanto na revisão de contratos já firmados que apresentem indícios de abusividade.
