Família

Inventário e pensão por morte: processos simultâneos, o que muda

Após o falecimento de alguém que contribuía para a Previdência Social, os dependentes normalmente precisam lidar com duas frentes ao mesmo tempo: o inventário dos bens deixados e o requerimento de pensão por morte junto ao INSS. Embora sejam processos completamente independentes, entender a relação entre eles evita confusão para a família.

Pensão por morte não integra o inventário

A pensão por morte é um benefício previdenciário pago diretamente aos dependentes do falecido pelo INSS, sem qualquer relação com o inventário de bens — não é herança, não passa pela partilha, e o direito a recebê-la depende de requisitos previdenciários próprios, como a qualidade de dependente e o tempo de contribuição do falecido.

Quem tem direito à pensão por morte

Cônjuge ou companheiro, filhos menores de 21 anos ou inválidos, e, em determinadas condições, pais e irmãos do falecido podem ter direito à pensão, desde que comprovada a dependência econômica exigida para cada categoria — regras que são específicas da legislação previdenciária, distintas das regras de sucessão civil.

O prazo para requerer a pensão por morte

A pensão por morte deve ser requerida em prazo relativamente curto após o óbito para que o pagamento retroaja à data do falecimento — requerimentos feitos após esse prazo específico podem ter o início do pagamento postergado para a data do próprio requerimento, e não mais retroagindo ao óbito.

Por que agir rapidamente em ambas as frentes

Enquanto o inventário pode, em muitos casos, aguardar sem prejuízo imediato à família (embora o ideal seja sempre respeitar o prazo de 60 dias já discutido em outros conteúdos), o requerimento de pensão por morte tem prazo mais sensível para garantir o pagamento retroativo — por isso, essa frente costuma exigir atenção ainda mais imediata da família.

O que fazer se a pensão for negada pelo INSS

Se o INSS negar o pedido de pensão por morte — por questionar a dependência econômica, por exemplo — é possível recorrer administrativamente e, se necessário, buscar a via judicial perante a Justiça Federal, processo totalmente independente do inventário em curso na Justiça Estadual.

Como as duas frentes podem se conectar na prática

Embora juridicamente independentes, é comum que a mesma documentação básica (certidão de óbito, documentos dos dependentes/herdeiros) seja utilizada em ambos os processos, e que a família busque orientação jurídica conjunta para organizar as duas frentes de forma eficiente, sem perder prazos importantes em nenhuma delas.

Valores retroativos de pensão e o inventário

Se houver atraso no reconhecimento da pensão, gerando pagamento de valores retroativos, é importante notar que esses valores pertencem diretamente aos dependentes reconhecidos pelo INSS, e não ao espólio — não havendo, portanto, necessidade de incluí-los na partilha do inventário.

A Advocacia Eko Beneton orienta famílias sobre a condução simultânea e organizada do inventário e do requerimento de pensão por morte, garantindo que nenhuma das duas frentes seja negligenciada nos prazos que exigem atenção mais imediata.

Sobre este conteúdo

Texto informativo da equipe da Advocacia Eko Beneton, escritório de advocacia em Maringá-PR. Ele não substitui a análise de um advogado sobre o seu caso concreto. Conheça o escritório.

Fale Conosco