Família

Inventário extrajudicial e dívida tributária do falecido (IPTU, taxas municipais)

Por Thais Beneton·

Inventário extrajudicial e dívida tributária do falecido (IPTU, taxas municipais)

Assim como discutido no contexto do inventário judicial, débitos tributários municipais em nome do falecido — IPTU, taxas de coleta de lixo, contribuições de melhoria — também precisam ser identificados e considerados no âmbito do inventário extrajudicial, antes da transferência definitiva dos bens aos herdeiros.

Por que essa verificação é ainda mais direta na via extrajudicial

Como o cartório de registro de imóveis normalmente exige certidões negativas de débitos municipais para efetivar o registro da escritura de inventário na matrícula do imóvel, a regularização desses débitos costuma ser uma etapa obrigatória e diretamente verificável antes da conclusão do processo — diferente do inventário judicial, onde essa exigência pode ser tratada com mais flexibilidade ao longo do processo mais longo.

Como levantar os débitos municipais existentes

É possível solicitar, junto à prefeitura de cada município onde há imóvel do espólio, certidão de débitos relativos ao IPTU e demais taxas municipais vinculadas ao imóvel, identificando exatamente o que precisa ser regularizado antes do registro final.

Parcelamento de débitos municipais

Muitos municípios oferecem programas de parcelamento ou até de anistia parcial de débitos de IPTU em atraso, o que pode facilitar a regularização quando o valor em aberto é elevado — vale sempre verificar as condições vigentes no município específico onde o imóvel está localizado.

Débitos prescritos: uma economia possível

Assim como discutido no contexto judicial, débitos tributários municipais também estão sujeitos a prazos de prescrição — débitos muito antigos podem já estar prescritos, reduzindo o passivo do espólio a ser regularizado antes da conclusão do inventário extrajudicial.

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O que acontece se o débito não for quitado antes da escritura

Sem a quitação (ou parcelamento formalizado) dos débitos municipais, o cartório de registro de imóveis pode se recusar a efetivar o registro da transferência na matrícula, mesmo que a escritura de inventário já tenha sido lavrada pelo tabelionato de notas — um ponto de atenção que pode gerar atraso na conclusão efetiva do processo.

Como planejar essa etapa com antecedência

  1. Levante certidões de débitos municipais de todos os imóveis do espólio logo no início do processo;
  2. Avalie a necessidade de parcelamento, quando o valor em aberto for elevado;
  3. Reserve tempo hábil para a regularização antes de agendar a lavratura da escritura no cartório de notas.

Coordenação entre diferentes municípios

Quando o espólio inclui imóveis em municípios diferentes, é necessário verificar a situação fiscal em cada localidade separadamente, já que cada prefeitura tem sua própria base de dados e seus próprios procedimentos de emissão de certidões e parcelamento.

A Advocacia Eko Beneton auxilia no levantamento e na regularização de débitos tributários municipais de todos os imóveis do espólio, agilizando o registro final da escritura de inventário extrajudicial.

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