Família

Erros mais comuns que atrasam um inventário extrajudicial

Por Thais Beneton·

Erros mais comuns que atrasam um inventário extrajudicial

Apesar de ser, por natureza, um processo mais rápido do que o inventário judicial, é comum que famílias enfrentem atrasos evitáveis por conta de erros e omissões ao longo do caminho. Conhecer esses equívocos mais frequentes ajuda a evitá-los desde o início.

Erro 1: começar sem confirmar a elegibilidade para a via extrajudicial

Algumas famílias iniciam a reunião de documentação para o inventário extrajudicial sem antes confirmar, com um advogado, se o caso realmente atende a todos os requisitos legais — descobrir no meio do caminho que a via extrajudicial não é viável (por exemplo, por discordância superveniente entre herdeiros) gera retrabalho significativo.

Erro 2: deixar a reunião de documentação para o último momento

Certidões, matrículas atualizadas e demais documentos levam tempo para serem obtidos — deixar essa etapa para depois de já ter agendado a escritura no cartório é uma das causas mais comuns de atraso e de necessidade de remarcação.

Erro 3: não verificar a existência de todos os bens do falecido

Como discutido em outro conteúdo, deixar de identificar contas bancárias, investimentos ou outros bens antes de concluir o inventário gera a necessidade posterior de sobrepartilha — um passo adicional que poderia ter sido evitado com um levantamento mais cuidadoso desde o início.

Erro 4: deixar débitos tributários sem regularizar até a última hora

Débitos de IPTU, IPVA ou outras taxas municipais e estaduais, quando identificados apenas no momento da tentativa de registro final, geram atraso significativo — regularizar essas pendências assim que identificadas, e não apenas quando exigidas pelo cartório, evita esse gargalo.

Erro 5: não considerar o prazo de validade das certidões

Como já mencionado, certidões têm prazo de validade limitado — solicitá-las cedo demais no processo, sem coordenar com o cronograma real de lavratura da escritura, pode exigir nova emissão, gerando atraso e custo adicional evitável.

Precisa de orientação jurídica sobre esse assunto? Conheça nossa atuação em Direito de Família ou volte para a página inicial da Advocacia Eko Beneton.

Erro 6: subestimar a necessidade de consenso pleno entre os herdeiros

Iniciar o processo extrajudicial sem ter, de fato, o consenso pleno e estável de todos os herdeiros sobre os termos da partilha — apenas na expectativa de que "vai dar certo" — frequentemente resulta em impasses de última hora que travam o processo já em fase avançada.

Erro 7: não buscar orientação jurídica logo no início

Tentar organizar o processo sozinho, sem orientação profissional desde o início, costuma gerar mais retrabalho do que economia — muitas famílias buscam o advogado apenas quando já enfrentam alguma dificuldade, quando uma consulta inicial poderia ter evitado o problema por completo.

Como evitar esses erros na prática

A melhor forma de evitar esses atrasos é buscar orientação jurídica especializada desde o primeiro momento, com um planejamento claro de cada etapa e dos documentos necessários, evitando surpresas ao longo do caminho.

A Advocacia Eko Beneton conduz cada inventário extrajudicial com planejamento cuidadoso desde o início, evitando os erros mais comuns que costumam atrasar esse processo em outras situações.

Fale Conosco