Família

Divórcio por procuração: quando um dos cônjuges não pode comparecer

Por Thais Beneton·

Divórcio por procuração: quando um dos cônjuges não pode comparecer

Assim como discutido em relação ao inventário, também é possível formalizar o divórcio através de procuração, quando um dos cônjuges não pode comparecer pessoalmente ao cartório ou ao ato judicial — uma alternativa importante para situações de distância, doença ou outras limitações práticas.

A exigência de procuração pública com poderes específicos

Assim como qualquer ato de disposição de direitos dessa relevância, a procuração para divórcio deve ser pública, lavrada em cartório de notas, com poderes específicos e claros para representar o cônjuge ausente em todos os atos necessários à formalização da dissolução do casamento.

O que deve constar na procuração

A procuração deve especificar que o procurador está autorizado a representar o outorgante especificamente para fins de divórcio, incluindo poderes para assinar a escritura (ou petição, no caso judicial), concordar com os termos de partilha de bens previamente acordados, e praticar os demais atos necessários à conclusão do processo.

Situações comuns que motivam o uso de procuração

  • Cônjuge residindo em outra cidade, estado ou país, sem condições de comparecer presencialmente;
  • Cônjuge com limitações de saúde que dificultam o deslocamento;
  • Situações de urgência em que um rápido comparecimento não é viável, mas os termos já estão previamente acordados entre as partes.

Procuração outorgada no exterior

Assim como discutido no contexto do inventário, se o cônjuge reside fora do Brasil, a procuração outorgada no exterior normalmente precisa de apostilamento (para países signatários da Convenção de Haia) ou legalização consular, além de tradução juramentada quando redigida em idioma estrangeiro.

A importância de os termos já estarem previamente acordados

Diferente de uma negociação presencial em tempo real, o divórcio por procuração pressupõe que os termos já foram integralmente acordados e refletidos na minuta antes da outorga da procuração — o procurador não tem, em regra, liberdade para negociar novos termos no momento da assinatura, apenas para formalizar o que já foi definido.

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Divórcio judicial por procuração

No âmbito judicial, também é possível que o advogado, munido de procuração específica com poderes para transigir (fazer acordos), represente o cliente em audiências e demais atos processuais, sem a necessidade de comparecimento pessoal da parte em todas as etapas.

Revogação da procuração antes da conclusão do ato

Assim como discutido em outro contexto, o outorgante pode revogar a procuração a qualquer momento antes da efetiva prática do ato pelo procurador — um direito sempre disponível, ainda que sua exercício após a assinatura já realizada não desfaça o ato já formalizado.

Como se preparar para um divórcio por procuração

  1. Defina claramente, com o auxílio do advogado, todos os termos do divórcio antes da outorga da procuração;
  2. Providencie a lavratura da procuração pública com os poderes específicos necessários;
  3. Se a procuração for outorgada no exterior, providencie o apostilamento e tradução juramentada quando aplicável.

A Advocacia Eko Beneton auxilia clientes que não podem comparecer pessoalmente ao ato de divórcio, elaborando procurações com os poderes corretos para garantir a formalização segura do processo.

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