Família

Como escolher o cartório competente para o inventário

Como já mencionado, a lavratura da escritura de inventário extrajudicial pode ocorrer em qualquer tabelionato de notas do Brasil, sem vinculação obrigatória ao domicílio do falecido ou à localização dos bens. Mas, diante de tantas opções, quais critérios efetivamente ajudam a família a escolher o cartório mais adequado?

Proximidade e conveniência prática

Para muitas famílias, o critério mais simples e direto é a proximidade — escolher um cartório na própria cidade de residência dos herdeiros facilita o comparecimento presencial, quando necessário, e a comunicação direta ao longo do processo.

Experiência do cartório com processos semelhantes

Cartórios com maior volume de experiência em inventários — especialmente aqueles com casos mais complexos, envolvendo múltiplos bens, herdeiros menores sob a Resolução CNJ 571/2024, ou situações de testamento — tendem a conduzir o processo com mais agilidade e segurança.

Disponibilidade de atendimento digital (e-Notariado)

Cartórios com boa estrutura para atos eletrônicos, através da plataforma e-Notariado, facilitam significativamente o processo quando há herdeiros em diferentes cidades ou estados, reduzindo a necessidade de deslocamento físico.

Custo dos emolumentos

Como já discutido, os emolumentos variam conforme a tabela de cada estado — famílias com maior sensibilidade a esse custo podem considerar cartórios em estados com tabela mais favorável, avaliando o custo-benefício frente à eventual necessidade de deslocamento.

A recomendação do advogado responsável pelo caso

O advogado que conduz o inventário normalmente já tem relacionamento e experiência prévia com determinados cartórios, o que pode agilizar significativamente a comunicação e o andamento do processo — vale sempre considerar essa recomendação profissional como um fator relevante na escolha.

O que não muda, independentemente do cartório escolhido

Como já mencionado em outro conteúdo, o ITCMD continua sendo devido ao estado de localização de cada bem imóvel (ou domicílio do falecido, para bens móveis), independentemente de qual cartório lavra a escritura — a escolha não permite alterar essa competência tributária.

Cartório de registro de imóveis: sem margem de escolha

Diferente do tabelionato de notas, o cartório de registro de imóveis para a etapa final de registro é sempre determinado pela localização de cada imóvel — não há flexibilidade de escolha nessa etapa específica do processo.

Como decidir na prática

A decisão final deve equilibrar conveniência, experiência do cartório, custo e a orientação do advogado responsável — não existe uma resposta única e universal, já que a melhor escolha varia conforme as circunstâncias específicas de cada família.

A Advocacia Eko Beneton orienta cada família sobre a melhor escolha de cartório para seu inventário específico, considerando todos esses fatores relevantes para uma decisão bem informada.

Sobre este conteúdo

Texto informativo da equipe da Advocacia Eko Beneton, escritório de advocacia em Maringá-PR. Ele não substitui a análise de um advogado sobre o seu caso concreto. Conheça o escritório.

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