Busca e Apreensão

Casos reais de defesa em busca e apreensão: como foram feitas

Veículo apreendido ou notificação do banco?Os prazos são curtos. Fale agora com a equipe pelo WhatsApp.WhatsApp

Resposta rápida: na defesa em busca e apreensão, cada caso começa pela leitura do contrato e do processo. Nos casos abaixo, atendidos pela Advocacia Eko Beneton, os caminhos foram: mora não comprovada, juros acima da média do Banco Central, tarifas e seguros embutidos, apreensão feita fora das regras, renegociação ignorada pelo banco, pagamento da dívida em 5 dias e acordo no meio do processo.

Sobre estes casos: são situações reais, descritas sem nomes, números de processo, placas, instituições financeiras ou datas que permitam identificar os clientes, em respeito à LGPD e ao sigilo profissional. Os valores foram arredondados. O texto mostra a defesa apresentada. O desfecho de cada processo depende do juiz, e nenhum resultado pode ser garantido.

Caso 1: recebeu cerca de R$ 26 mil e passou a dever mais de R$ 67 mil

Situação: uma cliente fez um empréstimo pessoal dando o próprio carro em garantia. Recebeu cerca de R$ 26 mil, mas assumiu pagar mais de R$ 67 mil em 48 parcelas. O total equivalia a 2,6 vezes o valor recebido, e só os juros passavam de 140% do capital. Havia ainda tarifa de cadastro acima de R$ 2 mil.

Defesa:

  • comparecimento espontâneo no processo, para não perder prazo;
  • mora não comprovada na forma exigida pelo Decreto-Lei 911/1969 e pela Súmula 72 do STJ;
  • pedido para o banco exibir os documentos da operação;
  • tutela de urgência para que o carro não fosse vendido enquanto a defesa era analisada;
  • reconvenção com cálculo revisional e parecer técnico, comparando os juros com a média do Banco Central.

Caso 2: apreensão feita fora das regras do mandado

Situação: a liminar foi dada por um juiz de outra comarca, mas o carro foi apreendido em Maringá, sem carta precatória, em endereço diferente do indicado no mandado e com quem não era o devedor. Essa pessoa tinha procuração para usar o veículo.

Defesa: agravo de instrumento ao Tribunal de Justiça do Paraná pedindo a nulidade do cumprimento da liminar, por desrespeito às regras de competência e do próprio mandado, e a devolução do veículo.

Caso 3: dívida paga dentro dos 5 dias

Situação: o carro foi apreendido e a cliente conseguiu reunir o valor da dívida apontada pelo banco na petição inicial.

Defesa:

  • depósito judicial do valor dentro do prazo de 5 dias da apreensão (art. 3º, § 2º, do Decreto-Lei 911/1969);
  • pedido de justiça gratuita para as custas e os honorários do banco;
  • pedido de devolução do carro em 24 horas, livre do ônus, no local de onde foi retirado;
  • pedido de baixa do gravame no Detran e de vistoria do estado do veículo na devolução.

Caso 4: moto de trabalho apreendida depois de uma renegociação

Situação: um trabalhador teve a motocicleta, usada para complementar a renda, apreendida mesmo depois de ter assinado com o banco um aditivo de renegociação.

Defesa: sustentou que a renegociação reorganizou a dívida e afastou a mora anterior. Também apontou juros abusivos, seguro prestamista imposto e registro de contrato sem comprovação. Pediu a devolução imediata da moto por tutela de urgência, porque ela era instrumento de trabalho.

Caso 5: cerca de R$ 8 mil em despesas embutidas no financiamento

Situação: o financiamento incluía garantia estendida, acessórios, despachante, serviço de conectividade do carro e seguro, somando cerca de R$ 8 mil. A cópia do contrato juntada pelo banco tinha trechos ilegíveis.

Defesa: violação do dever de informação (art. 6º, III, do CDC), inversão do ônus da prova para o banco comprovar cada serviço e a contratação livre do seguro, e devolução dos valores indevidos.

Caso 6: veículo de empresa com tarifas impostas

Situação: uma pequena empresa financiou um carro para o trabalho e para uso pessoal do sócio. O contrato trazia tarifa de cadastro, avaliação do bem, registro e um plano de proteção mecânica, sem opção de recusa.

Defesa: aplicação do CDC pela vulnerabilidade da empresa diante do banco, venda casada (art. 39, I, do CDC), ilegalidade das tarifas sem serviço comprovado e reflexo dessas cobranças sobre a mora.

Caso 7: capitalização diária sem a taxa informada

Situação: o contrato previa juros capitalizados diariamente, mas não informava a taxa diária efetiva. A tarifa de cadastro passava de R$ 1 mil.

Defesa: reconvenção pedindo a revisão da cláusula por falta de informação clara, a limitação dos juros à média de mercado e a devolução da tarifa excessiva.

Caso 8: acordo no meio do processo

Situação: com a liminar já deferida, a cliente negociou com o banco e pagou as parcelas em atraso. O contrato seguiu normalmente.

Defesa: o escritório comprovou o pagamento no processo e pediu a revogação da liminar, a suspensão do mandado, a devolução do veículo, se já apreendido, e a homologação do acordo com o encerramento da ação.

O que esses casos mostram

Ponto da defesa Em quais casos apareceu
Mora não comprovada ou afastada 1, 4, 6 e 8
Juros acima da média do Banco Central 1, 4 e 7
Tarifas, seguros e serviços embutidos 1, 4, 5, 6 e 7
Irregularidade no cumprimento da liminar 2
Pagamento da dívida em 5 dias 3
Acordo com o banco 8

Em quase todos os casos, a defesa só foi possível porque o cliente procurou o escritório logo depois da notificação ou da apreensão, com o contrato e os comprovantes em mãos.

Veja também quanto custa um advogado de busca e apreensão, pagar, negociar ou contestar e a taxa média de juros do Banco Central para veículos.

Advogado de busca e apreensão em Maringá

Quem procura um advogado em Maringá para a defesa em busca e apreensão precisa agir dentro dos prazos do Decreto-Lei 911/1969, e muitos casos têm caminhos reais de defesa ou de acordo para recuperar o veículo. A Advocacia Eko Beneton atua como advogado de busca e apreensão de veículos em Maringá, Sarandi, Paiçandu, Marialva e região, e online em todo o Brasil. Muita gente pesquisa por especialista em busca e apreensão: o que importa é escolher quem conhece as teses de defesa, os prazos e as possibilidades de negociação.

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Perguntas frequentes

Esses casos de busca e apreensão são reais?

Sim. São defesas feitas pela Advocacia Eko Beneton, descritas sem nomes, números de processo, placas ou instituições, para proteger os clientes. Os valores foram arredondados.

Toda defesa em busca e apreensão devolve o carro?

Não. O desfecho depende do contrato, dos documentos e da decisão do juiz. A defesa busca o melhor caminho possível em cada caso, sem garantia de resultado.

Que documentos levar para analisar a defesa?

A notificação ou o mandado, o contrato do financiamento, os comprovantes de pagamento e, se houver, o número do processo.

Ainda dá para fazer algo depois que o carro foi apreendido?

Sim. Há o prazo de 5 dias para pagar a dívida integral, a contestação, o agravo contra a liminar e a negociação com o banco, conforme o caso.

Sobre este conteúdo

Texto informativo da equipe da Advocacia Eko Beneton, escritório de advocacia em Maringá-PR. Ele não substitui a análise de um advogado sobre o seu caso concreto. Conheça o escritório.

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